11/28/2008

Amazônia




A vazão do Amazonas corresponde a 20% da vazão conjunta de todos os rios da terra.
O maior peixe de água doce do mundo é encontrado no Amazonas. Trata-se do pirarucu, que atinge até 2,5 metros de comprimento, pesando 250 quilos. Aproximadamente 15% da floresta amazônica original já foi destruída e o Governo estima que esse percentual chegue a 25% até 2020. O Parque Nacional do Jaú, criado em 1986, é o terceiro maior parque de floresta tropical do mundo, com área total superior à do estado de Sergipe (22.720 km2).
Os métodos tradicionais de extração de madeira causam grande desperdício de árvores com valor comercial para cada árvore extraída. O manejo florestal reduz a perda em quase 50%.
A regeneração da floresta é mais rápida nas áreas manejadas; há evidências de que o manejo reduz pela metade o tempo necessário para uma segunda extração em florestas já exploradas.
A vitória-régia (victoria amazonica) é um dos símbolos da Amazônia. Algumas chegam a medir 2 metros de diâmetro.
O maior animal da Amazônia é o peixe-boi, que pode atingir o peso de meia tonelada, com 3 metros de comprimento.
A sucuri da Amazônia chega a medir 10 metros de comprimento.
Em comparação com os demais biomas brasileiros, a Amazônia é o que detém o maior número de áreas de proteção integral (26) e também o maior percentual de florestas oficialmente protegidas (3,2% da área total do bioma). No entanto, apenas 0,38% da área dos parques e reservas hoje existentes na Amazônia está minimamente protegida de fato, pois não foram implementados ou encontram-se muito próximos a cidades.

Tamanduá Bandeira



Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Myrmecophagidae
Espécie: Myrmecophaga tridactyla
O tamanduá bandeira é um animal que não tem dentes. Alimenta-se de formigas, cupins e larvas de besouros chegando a comer cerca de 30.000 insetos por dia. Sua língua longa e pegajosa facilita na captura dos bichinhos. É um animal solitário que se aproxima de outro animal somente na hora do acasalamento e da amamentação. Passam a maior parte do dia dormindo enrolado em sua calda e sai à procura de alimento à noite. Quando se sente ameaçado, usa suas garras dianteiras para se defender. A gestação de uma fêmea é de 190 dias, nasce um animal de 1,3 kg que a
mãe carrega em suas costas até pouco depois do desmame; cerca de 6 a 9 meses. É um animal ameaçado de extinção pelo homem.
CURIOSIDADES
Sua marcha é vagarosa, dificultada pelas garras que são voltadas para dentro, evitando o desgaste das unhas no contato com o solo, pois é com elas que escava os formigueiros e rompe os duríssimos cupinzeiros.
Ele é um mamífero quadrúpede assim como a vaca, o cavalo ou o cachorro. Mas nenhum bicho desse mundo pode ser confundido com um tamanduá: o bico fino e comprido, o corpo peludo e magro e o rabo que parece um espanador de pó fazem do tamanduá um bicho muito diferente.
Mais impressionantes são os hábitos alimentares desse bicho: o tamanduá é um aspirador de formigas. Como não é preciso muito esforço para comer formigas (e também cupins, que eles adoram), os tamanduás são banguelas, não têm nenhum dente na boca comprida e fina. E olhe que não ter dentes é coisa rara entre os mamíferos! Eles quase sempre possuem mandíbulas com duas fileiras de dentes. Para aprisionar os insetos, o tamanduá usa a sua língua fina, comprida e gosmenta.
Trabalho mesmo o tamanduá tem para abrir o formigeiro e o cupinzeiro. Para isso ele usa as garras das patas dianteiras, que normalmente têm três dedos. O esforço vale a pena: eles chegam a comer até 30 mil formigas por dia!

Onça pintada




Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Felidae Género: Panthera

Espécie: P. onca

Nome cientifíco: Panthera onca


INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
A onça pintada é uma espécie carnívora e alimenta-se, principalmente, de capivaras, serpentes,
coelhos, veados, antas e outros mamíferos de pequeno porte. Come também peixes que ela mesma captura em rios, pois possui a capacidade de nadar
O acasalamento da onça pintada ocorre em qualquer época do ano e a fêmea costuma gerar de 1 a 4 filhotes por ano. Quando nasce, o filhote costuma pesar 1 kg aproximadamente.
Esta espécie mamífera habita uma vasta região que vai do sul dos Estados Unidos até a Argentina. Esta presente em grande quantidade nas matas e Cerrado
do Brasil.
Possui mandíbulas muito fortes e, por isso, atacam suas vítimas mordendo na região do crânio
O animal macho atinge a maturidade sexual por volta dos 3 anos, enquanto a fêmea alcança com apenas 2 anos.
A expectativa de vida desta espécie (vivendo de forma selvagem) é de 12 anos aproximadamente. Em cativeiro, a onça pintada pode passar de 20 anos.
Para caçar, as onças preferem o período da noite.


CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Período de gestação: 95 a 110 dias
Comprimento: em média 1,80 m (macho) e 1,40 m (fêmea)
Peso: aproximadamente 100 kg
Cor: mesclada de amarelo, preto e brancoAltura: aproximadamente 80 cm
A onça pintada (Panthera onca) é um felino da família Feliade. Esse animal é carnívoro, sendo que também é chamado de jaguar (nome que tem origem na Mitologia Guarani). A onça pintada chega aos 2,10 metros de comprimento, pesa em média 150kg e sua altura chega a 90 cm. Em cativeiro, comem aproximadamente 2,5 kg de carne por dia, porém em liberdade, como gastam mais energia, comem bem mais. Na Mitologia Maia, é considerada um animal sagrado. Os índios usam sua gordura para passar no corpo das crianças, pois acreditam que isso lhes dá força. Também acreditam que ao comerem a gordura da onça, utilizando para isso a ponta de uma flecha, ficam mais corajosos.A onça pintada vive às margens dos rios e também nos ambientes campestres desde o sul dos EUA até a Argentina. A onça têm como território individual de caça, aproximadamente 80 quilometros quadrados.


CURIOSIDADES
A onça pintada tem a mandíbula mais poderosa entre os felinos e a segunda mais poderosa entre os carnívoros. Para matar as capivaras, macacos e outros animais menores ela ataca diretamente no crânio da vítima.O desmatamento, o envenenamento dos rios e a caça tem dizimado a população de onças pintadas em diversos lugares. Sua expectativa de vida vária entre 10 e 20 anos, esta oscilação de idade se deve ao fato da onça viver em liberdade ou em cativeiro.

11/27/2008

Teiú



Nome Vulgar:
TEIÚ DO CERRADO
Nome Científico:
Tupinambis merianae
Família:
Teiidae
Peso: 05 a 08 kg
Tamanho: 1 a 1,40 cm
Descrição: É o lagarto mais comum em território brasileiro, atingindo até 1,4 metros de comprimento, somente sua cauda pode ter até 60 cm. Possui cabeça comprida e pontiaguda, mandíbulas fortes, providas de um grande número de pequenos dentes pontiagudos; língua cor–de-rosa, comprida e bífida; cauda longa e arredondada. Sua coloração em geral é negra com manchas amareladas ou brancas sobre a cabeça e membros, em quanto à região gular e face ventral são brancas, adornadas de manchas negras. Os filhotes são esverdeados, coloração que vai desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais. Ocorrem em áreas abertas como campos naturais e cultivados, em cerrado e outras formações semelhantes. Durante o inverno desapacerem, retornando à atividade nos meses mais quentes do ano. Alimentam-se de invertebrados, frutos e pequenos animais e não dispensam ovos. Em cativeiro, devem ser mantidos em amplos terrários, dotados de pedras e troncos fortes. A iluminação deve ser fornecida por lâmpadas fluorescentes, garantindo um bom período de luminosidade durante o dia. Devem ser mantidos sob temperaturas entre 28oC e 32oC, muito embora suportem consideráveis variações de temperatura, quanto a umidade deve ser em torno de 40%. São animais ovíparos, põem em média 30 ovos, os quais são incubados na terra por um período de 90 dias, os filhotes nascem independentes e tentam sobreviverem sozinhos

11/25/2008

Cerrado



O cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, presente nos estados de Goiás, Tocantins, sul do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, oeste e norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e todo o Distrito Federal.
A sua vegetação é típica de climas tropicais, com duas estações de ano bem definidas: verão bem chuvoso e o inverno bem seco. Com um solo pobre em nutrientes e ao mesmo tempo rico em metais como alumínio e ferro, o cerrado abriga plantas e espécies arbustivas de aparência seca. Tendo a predominância de gramíneas, árvores de tamanho médio, e também o cerradão uma área que tem maior
predominância florestal, as árvores e plantas do cerrado têm características bem específicas como, galhos tortuosos e ásperos, raízes longas e resistentes que ajudam na contenção e na absorção da água. Essas características são totalmente adaptadas ao clima do cerrado, tendo como principal referência desta adaptação a aparência da vegetação no tempo da seca, onde as árvores e as plantas O cerrado possui cerca de 10 mil espécies de vegetais, 837 espécies de pássaros e 161 tipos de mamíferos.Os vegetais predominantes são, o barbatimão, o pau-santo, a gabiroba, o pequizeiro, o araçá, a sucupira, o pau-terra, a catuaba e o indaiá. Nas nascentes de águas possuem diversos cercados de buritis que deixam o local com um belo aspecto visual formando as famosas veredas de buriti. Em volta dos rios se tem as matas ciliares onde árvores com um porte mais avantajado ficam nas margens dos rios criando aspectos naturais exclusivoscontinuam verdes e as flores não param de crescer.

11/24/2008

Asa Branca


Nome Vulgar:
Asa branca, Pombão
Nome Científico:
Patagioenas picazuro
Classe:
Aves
Gênero:
Patagioenas
Espécie: picazuro

Descrição: Antes possuía o nome científico de Columba picazuro. Também conhecida como Pomba trocaz, Pomba trocal, Pomba carijó (Rio Grande do Sul), Pomba verdadeira ou Pomba asa branca. É uma das maiores espécies da família no País. Possui o lado superior da asa atravessado por uma faixa branca mais visível em vôo, apresenta um semi-colar escamoso e brilhante restrito ao pescoço superior (nuca), anel perioftálmico com algum vermelho. O bico é da cor de chumbo. Comprimento médio de 34cm. As vezes pode ser vista no chão, é uma ave migratória. Alimenta-se de sementes e pequenos frutos geralmente coletados no solo. Nidifica em todos os meses do ano no sudeste do Brasil. Os casais fazem ninhos em territórios demarcados pelo macho em vôos altos e com batimento especial das asas. Constrói o ninho em árvores e a cerca de 3m do solo ou na parte baixa de uma árvore de cerrado na borda de cerradão, o ninho é achatado com gravetos frouxamente entrelaçados. O material do ninho é quebrado dos ramos secos no topo de árvores ou pego no chão. O único ovo, branco, é incubado por 16 a 19 dias pelo casal que também se ocupa da criação do filhote.

Curiosidades:

O filhote saindo do ninho é semelhante aos pais, um pouco menor e com a faixa branca da asa quase inexistente. Após o período reprodutivo associa-se em bandos, executando migrações. Habita capões, matas de galeria, caatinga, capoeiras, cerrado, campos, matas ciliares e áreas urbanas. Ocorre do nordeste ao Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Bolívia, Argentina e Paraguai.
A Asa Branca se tornou símbolo do sofrimento do povo nordestino com a seca. Luis Gonzaga, famoso artista local, imortalizou a ave na canção que leva seu nome.

11/22/2008

Arara azul de lear



Nome Inglês: Indigo Macaw
Nome Científico: Anodorhynchus leari
Alimentação: Principalmente coco do licuri, mas também de outros frutos como o pinhão, o umbu e o mucumã, ás vezes atacam as plantações de milho
Reprodução
Na época de reprodução, que vai de dezembro a maio, os casais separam-se do bando e passam a freqüentar o ninho que são feitos nas cavidades dos paredões. A fêmea coloca entre 2 a três ovos
Habitat
É uma espécie endêmica da Caatinga, vive em desfiladeiros e paredões de granito e onde existem as palmeiras licuri
Distribuição Geográfica
Exclusivamente estado da Bahia no Brasil A redescoberta
Mesmo com os primeiros raios de sol, a escalada é difícil. Mas não se pode reclamar dessa maratona. Se ainda hoje não é fácil chegar até a região da lear, imagine há vinte e oito anos! Foi quando o ornitólogo Helmut Sick, doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Berlin, chegou à Toca Velha. Até aquele ano, a arara-azul-de-Lear era tida como extinta. Alguns exemplares encontrados em museus da Europa traziam a origem, o Brasil. Mas não informavam a região.
O ornitólogo decidiu vir ao Brasil em expedição para localizar a Lear. Uma procura que durou mais de dez anos. Ao final, o menino Eurivaldo Macedo Alves, estava lá, ao lado do pesquisador famoso. Caboclo, como é conhecido, hoje tem 33 anos. Mas lembra de cada detalhe da descoberta que acabou dando identidade à espécie.
¨No final dessa expedição, o pesquisador já estava em Salvador para ir embora. Ele perguntou para o meu pai, Eliseu, se tinha possibilidade de procurar onde tava o dormitório. Meu pai disse que sim. E todo mundo ficou alegre quando viu o bicho e foram tirar foto¨, relembra o Cabloco.
Hábitos e costumes
Diferente das outras araras-azuis, a Lear não dorme empoleirada. Procura abrigo nas fendas ou na vegetação no alto dos paredões. Basta o sol sair e começa uma barulhenta revoada.
Ela é uma das quatro espécies de arara-azul no Brasil. Duas delas já são consideradas extintas. A Lear é muito parecida com a arara-azul-grande - ou una - que habita principalmente na região Central do Brasil. Mas é menor, tem no máximo 70 centímetros e a plumagem é de um azul mais pálido. Quando estão acasaladas, se separam do bando e passam a freqüentar o ninho nas grotas dos paredões.
O casal que fica mais tempo no buraco está, provavelmente, com o ninho pronto e já tem filhotes. Eles se revezam nos cuidados e na vigília e chegam a criar três filhotes por temporada. Mas a média de sobrevivência é de duas ararinhas por casal.
Um casal vizinho tem comportamento diferente. Permanece por mais tempo fora, porque ainda deve estar formando o ninho. O solitário que acompanha é um viúvo. É a característica das espécies dessa família, os psitacídeos. Os casais formados são fiéis até a morte.